Abilio evita confronto com Wellington e endurece veto a aliança com o MDB em MT

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), adotou tom moderado ao comentar a participação do senador Wellington Fagundes (PL) no Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal. Sem entrar em confronto com o correligionário, ele afirmou que a avaliação sobre presença de autoridades em eventos desse tipo cabe à sociedade.

Wellington está entre os representantes de Mato Grosso no encontro conhecido como “Gilmarpalooza”, organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, o IDP, ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. A edição reúne políticos, magistrados, advogados e nomes do setor produtivo para discutir política, economia e Judiciário.

Ao ser provocado sobre o tema, Abilio preferiu não alimentar a polêmica. Disse apenas que agentes públicos respondem ao julgamento do eleitorado e que cabe à população decidir como interpretar esse tipo de participação em evento no exterior.

A resposta mudou de tom quando a conversa passou para a disputa política em Mato Grosso. Perguntado sobre uma possível aproximação com o MDB, o prefeito foi direto ao negar qualquer hipótese de entendimento com a sigla.

A negativa ganha peso porque a deputada estadual Janaina Riva, também presente no fórum, é presidente do MDB no estado, pré-candidata ao Senado e nora de Wellington Fagundes. O partido já abrigou o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, rival de Abilio na capital.

Na prática, a fala do prefeito fecha portas para um arranjo que poderia mexer no tabuleiro eleitoral de 2026. Ao mesmo tempo, preserva a relação com Wellington, que segue em posição estratégica dentro do PL e entre nomes cotados para a disputa ao governo.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A fala de Abilio mostra que o jogo político em Mato Grosso já está sendo desenhado com alianças e vetos muito antes da eleição. Ao preservar Wellington e barrar o MDB, ele sinaliza que a disputa de 2026 pode ficar mais rígida e com menos espaço para composições amplas. Para o eleitor, isso importa porque define quem pode se unir, quem fica isolado e quais palanques terão força real na campanha. Em um cenário assim, as escolhas partidárias tendem a pesar mais que o debate de propostas.

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