
Antonio Galvan, candidato ao Senado pelo Avante, confirmou neste domingo (16) apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A manifestação ocorreu durante a abertura da campanha em Lucas do Rio Verde e reforça a aproximação de uma ala ligada ao chamado bolsonarismo raiz com o chefe do Executivo estadual.
A posição chama atenção porque Galvan é uma das vozes mais identificadas com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com o setor do agronegócio em Mato Grosso. Mesmo assim, ele escolheu Pivetta, embora Wellington Fagundes, senador e nome do PL, partido de Bolsonaro, esteja na corrida pelo governo.
Ao justificar a decisão, Galvan citou a trajetória administrativa de Pivetta em Lucas do Rio Verde, onde ele foi prefeito por três mandatos. Para o candidato ao Senado, esse histórico demonstra que o republicano já teria passado por um teste suficiente para comandar o Estado.
O apoio também confirma uma movimentação que Galvan já vinha sinalizando nos bastidores. Antes da declaração pública, ele havia indicado que seu grupo político pretendia caminhar com Pivetta, consolidando um reposicionamento no tabuleiro eleitoral de Mato Grosso.
A escolha, porém, acentua a fragmentação entre aliados do campo conservador. Ao mesmo tempo em que fortalece Pivetta entre eleitores mais alinhados ao bolsonarismo, o gesto cria desgaste para Wellington Fagundes, que disputa o governo por uma sigla associada ao ex-presidente.
Na prática, o movimento pode influenciar a leitura do eleitor sobre quem reúne mais apoios dentro do eleitorado de direita no estado. Em uma disputa em que identidade política pesa, a sinalização de Galvan tende a repercutir entre produtores rurais, conservadores e eleitores atentos às alianças da campanha.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
O apoio de Galvan a Pivetta mostra que a disputa em Mato Grosso não é só entre candidatos, mas também entre blocos que tentam controlar a narrativa dentro da direita. Esse tipo de divisão pode embaralhar o voto de eleitores conservadores e reduzir a força de um palanque que parecia mais homogêneo. Para o eleitor, o efeito prático é ver a campanha menos previsível e mais dependente de alianças regionais do que de siglas nacionais.

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