Wilson Santos vê nova disputa no governo e tenta atrair Jayme Campos para grupo de Natasha

A definição do União Brasil de apoiar Otaviano Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso alterou o cálculo político de Wilson Santos. O deputado estadual do PSD avaliou que a derrota de Jayme Campos na convenção muda o tabuleiro e abriu movimento para aproximar o senador do projeto de Natasha Slhessarenko.

Wilson fez um convite público para que Jayme se some à campanha da deputada estadual. Segundo ele, o senador tem trajetória consolidada no Estado, mas agora ficou fora da disputa interna do partido, o que exige uma nova leitura sobre alianças e votos.

Na avaliação do parlamentar, Jayme ainda terá influência relevante no processo eleitoral, mesmo sem ser candidato. Ele citou a força política acumulada pelo senador e indicou que o destino desse eleitorado pode ser decisivo na disputa ao Palácio Paiaguás.

O deputado também afirmou que o grupo de Natasha reúne partidos e lideranças que podem sustentá-la na corrida eleitoral. Ele mencionou siglas que, na visão dele, estão alinhadas ao projeto e reforçam a possibilidade de crescimento da candidatura ao longo da campanha.

Wilson classificou Natasha como um nome novo na eleição e destacou características pessoais e profissionais da candidata, como a atuação na medicina, no magistério e no setor empresarial. Para ele, esses fatores ajudam a posicioná-la como opção competitiva.

A leitura do deputado é de que a reacomodação de forças após a convenção pode ampliar a disputa e levar a eleição a um segundo turno. Na prática, o movimento pressiona lideranças a escolherem lados mais cedo e pode influenciar a formação de palanques regionais no Estado.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A fala de Wilson Santos mostra que a disputa em Mato Grosso já entrou na fase de reorganização de alianças. Quando um nome como Jayme Campos sai do centro da corrida, o efeito não é só simbólico: ele pode deslocar votos, estrutura política e tempo de campanha. Isso tende a aumentar a disputa por apoios regionais e a tornar o segundo turno mais dependente de costuras entre grupos.

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