Pivetta diz que base está acomodada e rejeita blindagem a investigações em ano eleitoral

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a relação com a base governista foi pacificada após a definição da chapa majoritária e negou que a campanha deva impor limites a investigações policiais.

Ao comentar a escolha de Gisela Simona (União) como vice, ele disse que houve apenas um momento de divergência, superado por acordo entre as lideranças. Segundo o governador, a indicação resultou de consenso e não deixou “trauma” entre os aliados.

Pivetta também tratou da ausência de correligionários no ato de anúncio da pré-candidata. Para ele, a movimentação foi acelerada e não houve tempo para organizar presença maior de aliados.

Sobre a possibilidade de operações policiais durante o período eleitoral, o governador afirmou que não trabalha com essa hipótese, mas disse esperar que não ocorram. Ainda assim, sustentou que homens públicos devem responder por seus atos em qualquer momento.

Na avaliação dele, o problema não é a investigação em si, mas o risco de desgaste público antes de qualquer conclusão. Pivetta citou o caso de Mauro Mendes na Operação Ararat, em 2014, para defender que o tempo pode mudar a leitura sobre acusações e suspeitas.

Ele também criticou a proposta do deputado federal José Medeiros de proibir operações policiais durante a campanha. Para o governador, a medida não deve ser adotada, e o foco precisa estar na transparência para evitar prejuízo antecipado à reputação de investigados.

Ao falar de seu grupo político, Pivetta disse que mantém a mesma base de apoio e praticamente a mesma equipe administrativa, mas ressaltou que imprime um estilo próprio na condução do governo.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A fala de Pivetta tenta equilibrar dois recados políticos: preservar a estabilidade da base e afastar a ideia de blindagem institucional em período eleitoral.
Na prática, esse tipo de posicionamento reduz a pressão por proteção a aliados, mas também mantém o ambiente de campanha vulnerável a novas operações, com potencial de ruído na disputa.
Para o eleitor, o ponto central é a transparência: investigações em ano eleitoral podem influenciar a percepção pública antes mesmo de qualquer desfecho.
Em um cenário de alta sensibilidade política, esse tipo de crise costuma afetar alianças, estratégia de campanha e a leitura do eleitor sobre confiabilidade.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*