
A campanha de Otaviano Pivetta ao governo de Mato Grosso começou neste domingo em Lucas do Rio Verde com um discurso de continuidade e críticas à antiga forma de fazer política. Ao lado de Mauro Mendes, candidato ao Senado, o grupo colocou a gestão dos últimos anos como vitrine eleitoral e mirou o eleitorado que cobra resultado concreto.
Mauro afirmou que a disputa não deve ser tratada como uma escolha entre nomes, mas sobre o rumo do estado. Ele defendeu a manutenção do modelo adotado nos últimos sete anos e falou em 12 anos de prosperidade para Mato Grosso, associando essa trajetória à parceria com Pivetta.
No palanque, o ex-governador também resgatou a relação política entre os dois, iniciada em 2010 e retomada em 2018. O discurso foi construído em torno da ideia de continuidade administrativa e da rejeição a promessas que, segundo ele, não se transformam em entrega para a população.
Mauro citou como exemplos a recuperação da BR-163, os mais de 7 mil quilômetros de rodovias asfaltadas e os investimentos feitos em parceria com prefeituras. Na prática, esse tipo de pauta pesa no cotidiano de quem depende de estrada para trabalhar, transportar produção e circular entre municípios.
Ele também afirmou que o estado pode avançar em áreas sensíveis para a população, como educação e saúde, mencionando a possibilidade de escolas públicas superarem as privadas e hospitais públicos com padrão melhor. A referência tenta dialogar com uma demanda recorrente do eleitor, que cobra serviço público mais eficiente.
Pivetta, por sua vez, escolheu Lucas do Rio Verde como símbolo de sua trajetória e reforçou a ligação com Mauro em temas de infraestrutura. Um dos pontos mais enfatizados foi a solução encontrada para a concessão da BR-163, que, segundo ele, exigiu uma operação técnica e financeira fora do padrão habitual.
O governador ainda fez crítica dura à situação de Várzea Grande, especialmente à falta de água, problema que disse acompanhar de perto. Ele defendeu intervenção para enfrentar o abastecimento e atribuiu a situação à sequência de administrações que, na avaliação dele, não melhoraram a vida da população.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A aposta de Mauro e Pivetta é transformar obras e gestão em ativo eleitoral, tentando convencer o eleitor de que continuidade vale mais que troca de comando. No plano prático, o discurso conversa com temas que afetam renda e custo de vida, como estrada, logística, saúde e água. Quando a campanha foca infraestrutura, ela também mira produtividade, emprego e preços, porque falhas nesses serviços acabam chegando ao bolso da população. O desafio é provar que o legado citado tem efeito real e duradouro, não só apelo de palanque.

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