A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou a convocação do diretor-presidente da Águas Cuiabá, Leonardo Menna, para prestar esclarecimentos na sessão da próxima terça-feira (23), às 9h. O foco dos vereadores será o reajuste de 11,93% na tarifa de água e esgoto, além dos efeitos práticos para os consumidores.
O pedido foi apresentado pelo vereador Dilemário Alencar (UB), que vê falta de transparência no processo. Segundo ele, a população foi surpreendida com um segundo aumento em poucos meses, sem comunicação clara ao Legislativo e aos usuários do serviço.
Dilemário afirmou que o primeiro reajuste do ano ocorreu em março, de 4,47%, e que o novo índice, aplicado em junho, eleva a alta acumulada para 16,40%. No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA ficou em 4,72%, o que aumenta a pressão sobre as contas das famílias.
O parlamentar também quer explicações sobre o pedido da concessionária à Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem da CIESP/FIESP. Para ele, chama atenção o fato de conflitos ligados ao saneamento de Cuiabá terem sido analisados por uma câmara arbitral sediada em São Paulo.
Outro ponto que deve ser cobrado na sessão é a falta de divulgação ampla da sentença que definiu o aumento de 11,93%, proferida em 16 de março. Dilemário sustenta que o tema só ganhou visibilidade depois de manifestações dele na tribuna da Câmara.
Na oitiva, também devem participar o presidente da Cuiabá Regula e outros diretores da agência responsável pela fiscalização dos serviços concedidos pela Prefeitura. A discussão deve girar em torno do impacto direto no orçamento doméstico e da cobrança por maior clareza sobre reajustes que afetam um serviço essencial.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
O caso pressiona o bolso do consumidor em um serviço que não dá para adiar nem substituir. Reajustes acima da inflação tendem a reduzir renda disponível e apertar ainda mais o orçamento das famílias. Em um cenário de custo de vida sensível, aumentos sucessivos em água e esgoto também podem contaminar a inflação local e afetar o consumo de outros itens básicos. A cobrança por transparência é central porque serviços essenciais com reajustes pouco explicados elevam a desconfiança e ampliam a sensação de perda para o usuário.

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