Pivetta endossa medida dos EUA contra PCC e CV e cobra punição a quem financia o crime

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), manifestou apoio à decisão do governo dos Estados Unidos de tratar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A declaração foi dada nesta segunda-feira (1º), durante evento público.

Pivetta afirmou que a medida externa pode servir como impulso para o Brasil avançar no enfrentamento ao crime organizado. Na avaliação dele, as facções criaram um “estado paralelo” no país, o que exige reação mais dura das autoridades.

O governador rejeitou a leitura de que a iniciativa americana represente interferência na soberania brasileira. Para ele, Washington estaria apenas respondendo aos efeitos dessas organizações, que também afetariam interesses nos Estados Unidos.

Na fala, Pivetta afirmou ainda que faltou “coragem” ao governo brasileiro para adotar enquadramento semelhante antes. Segundo ele, o país acaba agora seguindo uma iniciativa já tomada fora do território nacional.

O governador também tratou da possibilidade de sanções econômicas contra empresas e pessoas ligadas, direta ou indiretamente, à movimentação financeira dessas facções. Ele defendeu que esse tipo de punição seja aplicado.

Pivetta disse que quem tolera, relativiza ou faz negócios com o crime organizado deve ser atingido pelas restrições. A posição expõe um debate sensível sobre combate às facções, impacto em atividades econômicas e o alcance das medidas sobre redes que podem operar na informalidade.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A fala de Pivetta reforça a pressão por medidas mais duras contra o crime organizado, mas a discussão sobre sanções tem efeito prático amplo. Se houver restrições financeiras, empresas e intermediários podem enfrentar mais fiscalização, custo de conformidade e risco reputacional. Para a economia, o desafio é separar operações legítimas de fluxos criminosos sem travar atividade produtiva. No fim, o impacto pode aparecer no crédito, nos contratos e até no preço de serviços em regiões afetadas pela insegurança.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*