
A convenção do PL que confirmou o senador Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso evidenciou um problema político dentro da sigla: a ausência da maior parte dos prefeitos eleitos pelo partido no estado.
Dos 22 gestores municipais do PL, apenas quatro participaram do ato realizado nesta quarta-feira (22), na sede da legenda, em Cuiabá.
Compareceram o prefeito da capital, Abilio Brunini, além de Jakson Francisco Bassi, de Pontes e Lacerda; Ari Cândido Batista, de Nova Olímpia; e Roberto Dorner, de Sinop. O restante da bancada municipal ficou de fora do evento, apesar de a convenção ter oficializado também nomes para a Assembleia Legislativa e para o Congresso Nacional.
A baixa adesão ocorre em meio à disputa interna sobre os rumos do partido em Mato Grosso. Parte dos prefeitos trabalha para apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, movimento que pode gerar punições e até expulsão, segundo o cenário relatado na sigla.
O presidente estadual do PL, Ananias Filho, tenta afastar a leitura de divisão, mas os números da convenção reforçaram o desconforto entre lideranças municipais e a cúpula partidária.
Entre os ausentes estão prefeitos de cidades estratégicas, como Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Primavera do Leste, o que amplia o peso político da debandada na base municipal do partido.
Na prática, a falta de unidade enfraquece a mobilização regional do PL para a eleição estadual e reduz a capacidade de Wellington Fagundes de contar com estrutura local em municípios onde o partido elegeu gestores.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A ausência em massa de prefeitos do PL na convenção mostra que a disputa estadual já contaminou a base municipal do partido. Em política, esse tipo de fissura costuma ter efeito direto na capilaridade da campanha, porque prefeito influencia palanque, articulação local e acesso a lideranças. Se a divisão avançar, o partido pode chegar mais fraco em cidades-chave e com menos capacidade de transferir votos. Também pesa o risco de punições internas, que podem aprofundar o desgaste e reduzir a disciplina partidária.

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