
O ex-governador Mauro Mendes, presidente do União Brasil em Mato Grosso, reagiu nesta quinta-feira, 30, às críticas do senador Jayme Campos sobre a convenção que definiu os rumos da sigla. Após a derrota de Jayme, o partido fechou apoio à chapa do Republicanos, liderada por Otaviano Pivetta, em vez de manter a pré-candidatura própria ao governo estadual.
Mauro negou qualquer irregularidade no processo interno e afirmou que a votação respeitou as normas partidárias. Segundo ele, a resolução foi elaborada dentro das regras do União Brasil e validada pela direção nacional, com participação de todos os convencionais na escolha.
Na prática, o resultado consolida a decisão do diretório estadual e enfraquece a tentativa de Jayme de sustentar sua pré-candidatura. A votação terminou com 30 votos pela coligação com Pivetta e 19 a favor da candidatura própria, diferença que expôs a divisão interna da sigla.
Questionado sobre a possibilidade de Jayme pedir votos para outro nome, Mauro afirmou que o partido não pode controlar a posição política de seus filiados. Ele disse que os integrantes têm liberdade para suas escolhas e associou essa prerrogativa ao funcionamento democrático das legendas.
Mesmo após o embate público, Mauro não descartou diálogo com o senador nos próximos dias. Para ele, é natural que um derrotado em disputa interna fique ressentido, mas isso não impede conversas políticas futuras dentro do partido.
O ex-governador também reforçou que sua opção por Otaviano Pivetta foi uma decisão coerente com a trajetória de seu governo. Ele destacou a atuação do vice-governador ao longo de sete anos e três meses de gestão, sem atrapalhar a condução administrativa.
A definição do União Brasil tende a impactar os movimentos de aliados e a reorganização das articulações para 2026. Para o eleitor, o episódio mostra que as disputas internas seguem influenciando alianças, palanques e o desenho da sucessão estadual.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A disputa interna no União Brasil mostra que a formação de alianças em Mato Grosso já está condicionando o tabuleiro eleitoral de 2026. Quando uma sigla se divide, o efeito prático costuma ir além da política: afeta tempo de campanha, costura de apoio e capacidade de atrair lideranças locais. Para o eleitor, isso pode significar menos clareza sobre projetos e mais barganha entre grupos. Em cenários assim, a coesão partidária vira ativo eleitoral.

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