
A saída de Jayme Campos da disputa pelo governo de Mato Grosso reorganizou as conversas entre MDB e Podemos e colocou novos nomes no centro das negociações. Nesse cenário, Janaina Riva e Max Russi passaram a ser vistos internamente como peças de uma possível chapa majoritária.
Janaina, que vinha sendo tratada como pré-candidata ao Senado, também apareceu em articulações para vice de Otaviano Pivetta. Agora, a hipótese de ela disputar o governo do Estado passou a circular com mais força dentro das siglas, embora ainda sem definição oficial.
Ao mesmo tempo, Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa e dirigente estadual do Podemos, voltou a ser citado como opção para a cabeça de chapa. Em março, ao assumir o comando do partido no Estado, ele disse que não estava nos planos concorrer ao governo e que a prioridade era buscar a reeleição para deputado estadual.
Mesmo assim, o próprio parlamentar classificou essa possibilidade como um “fato novo”. A avaliação interna é de que a movimentação política abriu espaço para uma composição diferente da que vinha sendo desenhada até aqui.
Janaina também confirmou que a discussão sobre uma candidatura própria entrou na pauta. Segundo ela, o MDB passou a analisar duas saídas: lançar candidatura própria ao governo ou apoiar uma eventual disputa de Max Russi.
O MDB ainda vai ouvir outras legendas antes de fechar posição. A partir desta sexta-feira (31), o partido inicia uma rodada de conversas com o PL, que tem Wellington Fagundes como pré-candidato, e com o Republicanos, ligado a Otaviano Pivetta.
A expectativa é concluir essas tratativas até domingo (2), quando a sigla pretende definir o rumo político. As convenções de MDB e Podemos estão marcadas para 4 de agosto, na véspera do fim do prazo do calendário eleitoral.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A movimentação mostra que a disputa pelo governo de Mato Grosso ainda está aberta e tende a ser definida por alianças de última hora. Para o eleitor, isso significa um tabuleiro mais instável, com partidos testando nomes que podem mudar o desenho da eleição. Quando candidaturas são construídas em cima de rearranjos, cresce a chance de plataformas menos claras e de acordos que pesam mais na estratégia do que no debate público. O efeito prático é uma eleição mais negociada nos bastidores e menos previsível na urna.

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