Mauro perde espaço no patrimônio declarado e chapa ao Senado expõe perfis milionários

A declaração de bens dos candidatos ao Senado em Mato Grosso colocou em destaque a redução patrimonial do ex-governador Mauro Mendes (União), que informou à Justiça Eleitoral R$ 67.180.206,27. O valor é 38% menor que o registrado na eleição de 2022, quando ele declarou R$ 108,9 milhões.

A principal mudança está nas participações empresariais. Em 2022, Mauro listava R$ 105,7 milhões em papéis da Bipar Investimentos e Participações. Agora, aparece com 75% do capital social da Bipar Investimentos Ltda, avaliado em R$ 63,75 milhões.

Na nova relação, também deixaram de constar aplicações menores, como VGBL e títulos de capitalização. Entre os bens remanescentes estão uma casa em Cuiabá de 1.885 m² avaliada em R$ 2,8 milhões, um galpão metálico de R$ 378 mil e um imóvel rural em São Francisco de Goiás (GO), de R$ 24 mil.

A declaração ainda inclui investimento de R$ 154,5 mil no fundo America P.E.V., saldo de R$ 2,7 mil na Caixa Econômica e outros ativos de menor valor. O recorte chama atenção porque o patrimônio informado ao TSE costuma ser um termômetro da dimensão econômica do grupo político em disputa.

No mesmo grupo de candidatos, o ex-senador Cidinho Santos (PP), primeiro-suplente da chapa, declarou R$ 8.215.149,61. O montante representa alta de 26% em relação a 2010, quando também disputou como suplente e se afastou da política por 16 anos.

A lista dele é puxada por participação de 48,08% na MC Empreendimentos & Participações Ltda, avaliada em R$ 3,7 milhões, além de cotas em fazendas no estado, somando R$ 3,2 milhões. Ele também informou R$ 586,4 mil em investimentos e saldos, além de veículos como Toyota Hilux, VW Amarok V6 e BYD Song Plus GS DM.

Completa a chapa o empresário do setor de entretenimento Elson Ramos, o “Rei da Noite”, que estreia na disputa com R$ 5,3 milhões em bens. O patrimônio está concentrado em terras rurais, aplicações financeiras, participações societárias e saldo bancário, formando um retrato de campanha marcada por forte presença de capital privado.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A divulgação do patrimônio ajuda a dimensionar o perfil econômico dos candidatos, mas também evidencia como disputas ao Senado seguem concentradas em nomes com forte capacidade financeira. Para o eleitor, isso importa porque campanhas mais capitalizadas tendem a ter maior alcance e influência na comunicação política. No caso de Mauro Mendes, a queda no valor declarado não altera o fato de que a chapa reúne perfis com alta inserção empresarial. Em eleições majoritárias, esse tipo de informação pesa na leitura sobre independência, base de apoio e proximidade com setores econômicos.

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