Pivetta volta a atacar emendas parlamentares e diz que dinheiro público “evapora”

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) fez novas críticas ao sistema de emendas parlamentares e afirmou que os recursos destinados por essa via não deixam resultados visíveis nas cidades. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, ele disse que o dinheiro “some” e não se converte em obras estruturantes.

Pivetta sustentou que a divisão de funções entre Executivo e Legislativo vem sendo desrespeitada. Para ele, cabe ao governo executar políticas públicas, enquanto deputados e senadores devem legislar e fiscalizar. Na avaliação do governador, o restante é uma distorção institucional.

Ao ampliar o ataque ao modelo, Pivetta afirmou que as emendas ajudam a alimentar um ambiente político que ele classificou como desordenado. Segundo o governador, o mecanismo contribuiu para problemas mais amplos no país e compromete a clareza sobre a aplicação do dinheiro público.

O governador também resgatou uma experiência da época em que foi deputado estadual, entre 2007 e 2010. Ele disse ter indicado recurso para Chapada dos Guimarães e relatou que o então governador Blairo Maggi teria enviado R$ 400 mil para a elaboração do plano diretor do município.

Pivetta afirmou que não sabe qual foi o destino final desse valor. Ele disse ainda que, pelo que soube, o plano não teria sido feito pela gestão municipal da época. O Plano Diretor de Chapada dos Guimarães acabou aprovado em 2010, já na administração do prefeito Flávio Daltro (PSDB).

Na avaliação prática, a crítica do governador mira um ponto sensível para o cidadão: a dificuldade de enxergar obra, serviço ou melhoria concreta após a liberação de verba parlamentar. O debate também toca na cobrança por mais transparência na aplicação de recursos públicos nos municípios.

Pivetta acrescentou que, quando foi prefeito, não havia esse tipo de mecanismo em funcionamento. Para ele, as emendas são um fenômeno mais recente na política brasileira.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A crítica de Pivetta toca em um problema real para a população: quando a emenda não vira obra ou serviço, o dinheiro público perde eficiência e o retorno social desaparece. Esse tipo de gasto pulverizado costuma ter pouco efeito sobre infraestrutura, produtividade e qualidade de vida. Para o cidadão, o risco é ver recursos disputados politicamente sem impacto concreto no bairro, na cidade ou no atendimento público. Em um cenário de orçamento apertado, a cobrança por rastreabilidade e resultado tende a ganhar mais peso.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*