Sinais de aproximação entre PL e MDB embaralham alianças em Mato Grosso

A movimentação entre PL e MDB em Mato Grosso voltou a ganhar força com sinais públicos e privados de aproximação entre lideranças das duas siglas. A presença de Wellington Fagundes e Janaina Riva no mesmo evento em Lisboa reforçou a leitura de que a costura eleitoral está em andamento.

O encontro ocorreu no XIV Fórum de Lisboa, em Portugal, onde a pré-candidata ao Senado participou de um painel sobre agronegócio ao lado de nomes do Judiciário e do setor produtivo. A agenda conjunta com o senador do PL alimentou especulações sobre uma composição mais ampla para a disputa estadual.

Nos bastidores, a hipótese discutida é a formação de um palanque com Wellington Fagundes na corrida ao governo e Janaina Riva e José Medeiros na disputa ao Senado. A ideia, porém, não avança sem ruído dentro do próprio PL, onde há resistência de lideranças alinhadas ao bolsonarismo.

Entre os que rejeitam essa construção estão o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o deputado estadual José Medeiros. Esse grupo trabalha com outra saída política, aproximando Medeiros de um arranjo com Otaviano Pivetta e Mauro Mendes, em vez de uma aliança com o MDB.

A leitura de bastidor ganhou novo impulso após a divulgação de uma foto de Leonardo Bortolin, ex-presidente da AMM e pré-candidato a deputado estadual, ao lado da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, do PL. Na publicação, ele a chamou de amiga e gigante, gesto visto como mais um aceno entre os partidos.

O movimento chama atenção porque Várzea Grande tem uma disputa política interna já marcada por atritos. Flávia Moretti enfrenta como principal adversário o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, do MDB, em uma relação que já passou por embates públicos e pela Justiça.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A aproximação entre PL e MDB mostra que alianças eleitorais podem ser moldadas menos por afinidade ideológica e mais por cálculo de poder. Se a costura avançar, ela tende a reorganizar palanques e reduzir a previsibilidade da disputa em Mato Grosso. Para o eleitor, isso significa um cenário mais confuso, com grupos antes rivais dividindo espaço no mesmo projeto. Em disputas majoritárias, esse tipo de rearranjo costuma alterar o peso de apoios e a leitura sobre quem realmente controla a base política.

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