Daniel Monteiro pressiona Abílio e cobra avanço no Contorno Leste em Cuiabá

O impasse em torno do Contorno Leste voltou ao centro do debate na Câmara de Cuiabá. O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) contestou a explicação do prefeito Abílio Brunini (PL), que atribui a paralisação das ações na área à falta de recursos no caixa municipal.

Monteiro afirmou que a prefeitura precisa buscar saída política e financeira para destravar a obra, em vez de apenas apontar restrições orçamentárias. Para ele, a administração da capital deveria articular recursos fora do orçamento próprio e assumir a condução do problema.

A cobrança ocorre em meio a um cenário já complexo na região, que reúne obras incompletas, investigação policial sobre desvio de verbas e a necessidade de cerca de R$ 100 milhões para desapropriações. Segundo o texto original, mais de 60% da estrutura ainda precisa ser executada.

Na tribuna, o vereador rejeitou a ideia de que a responsabilidade pelo atraso possa ser transferida ao Legislativo. Ele sustentou que cabe ao prefeito liderar a busca por soluções e não apenas relatar dificuldades administrativas.

Monteiro também citou alternativas como linhas de crédito subsidiadas pelo BNDES e repasses diretos da União. O parlamentar defendeu que o dinheiro federal volte para Mato Grosso e afirmou que o chefe do Executivo municipal tem obrigação de negociar recursos, independentemente de alinhamento partidário.

Do lado da prefeitura, a versão apresentada por Abílio Brunini é de que há impedimentos jurídicos e financeiros no momento. O prefeito mencionou o inquérito policial que atingiu o contrato original com a empresa responsável e disse que o município precisa aguardar o desfecho legal antes de avançar.

Brunini também destacou o impacto do custo total da intervenção, incluindo a regularização fundiária e a indenização de mais de mil famílias de baixa renda. Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A disputa expõe um ponto sensível da gestão pública: quando uma obra estratégica trava, o custo político vira social. Para o cidadão, isso significa demora na regularização fundiária, insegurança sobre moradia e mais pressão sobre a infraestrutura urbana. A busca por crédito ou repasses federais pode ser uma saída, mas depende de capacidade de articulação e de execução técnica. Sem isso, a conta fica no tempo perdido e no serviço que não chega.

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