O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) voltou a defender o apoio do partido à gestão de Otaviano Pivetta e à pré-candidatura do vice-governador. Ao comentar as investigações em andamento no Estado, ele disse que o ambiente eleitoral costuma ampliar acusações e aumentar a pressão sobre o governo.
A fala ocorre em meio à apuração do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre compras da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), aberta após denúncia de superfaturamento em aquisições feitas em Cuiabá por determinação do ex-secretário Amauri Monge, que também passou por outra pasta. Para Avallone, esse tipo de questionamento não é incomum na administração pública.
O parlamentar argumentou que secretarias sempre enfrentam algum tipo de cobrança e afirmou que, no caso da Educação, o volume de denúncias chamou mais atenção por ocorrer em ano eleitoral. Ele sustentou que a pasta teve poucas acusações ao longo da atual gestão e que o desgaste agora está sendo ampliado pelo cenário político.
Avallone também tentou deslocar o foco para os resultados das áreas do governo, citando a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) como exemplo de uma pasta que, segundo ele, vinha recebendo avaliações positivas. Na leitura do deputado, a mudança de clima político faz com que uma gestão antes elogiada passe a ser alvo de ataques mais duros.
O deputado ainda afirmou que denúncias fazem parte do processo eleitoral e que eventuais irregularidades precisam ser investigadas, sem restrição a nomes específicos. Segundo ele, a posição de Pivetta é de abertura para apurações, inclusive sobre o próprio vice-governador, caso isso seja necessário.
Ao mesmo tempo, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) apontou nesta gestão casos como maquiagem de notas, assédio e defasagem salarial. Essas queixas estão sob análise do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o que mantém a Seduc sob pressão e aumenta a cobrança sobre a resposta institucional do governo.
Para o cidadão, o efeito prático é claro: quando investigações se acumulam, cresce a desconfiança sobre o uso do dinheiro público e sobre a capacidade do Estado de entregar serviços sem ruído político. Em ano eleitoral, essa disputa tende a contaminar o debate e elevar a cobrança por transparência.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
O caso mostra como denúncias em ano eleitoral podem influenciar a percepção sobre a gestão pública e ampliar a pressão por respostas rápidas. Quando uma secretaria entra no centro de apurações, o impacto não fica só na política: afeta a confiança de servidores, famílias e usuários do serviço. Também aumenta a cobrança por transparência, porque qualquer suspeita sobre compras ou gestão pode comprometer a credibilidade do governo. Em termos práticos, mais ruído político significa mais dificuldade para separar disputa eleitoral de problema administrativo real.

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