A dificuldade de circulação no bairro Alto da Glória, em Sinop, virou alvo de cobrança na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O deputado estadual Gilberto Cattani protocolou requerimentos pedindo explicações e providências após mudanças feitas durante as obras de duplicação da BR-163.
Os pedidos foram enviados à ANTT, à Nova Rota do Oeste, à prefeitura de Sinop, ao governo do estado, à Sinfra e ao Tribunal de Contas do Estado. O foco é entender por que a intervenção deixou o bairro com acesso comprometido entre os dois lados da comunidade.
Na sessão plenária da última quarta-feira (3), o parlamentar afirmou que a situação preocupa porque o Alto da Glória concentra um número elevado de moradores e acabou separado pela rodovia. Segundo ele, a falta de uma ligação adequada pode deixar a população isolada.
Moradores relatam que, apesar de haver passarela para pedestres, ela não atende quem depende de veículo para tarefas do dia a dia. Para chegar ao outro lado do bairro, em alguns casos, é preciso fazer um percurso de vários quilômetros até conseguir retornar.
A restrição afeta deslocamentos rotineiros para escola, creche, posto de saúde, comércio e outros serviços essenciais. Trabalhadores, estudantes, entregadores e famílias passaram a enfrentar mais tempo de viagem e maior dificuldade para acessar a própria vizinhança.
O problema também atingiu a atividade econômica local. Empresários e prestadores de delivery afirmam que as rotas ficaram mais longas, o que eleva custos e torna mais difícil atender clientes dentro da própria comunidade.
Nos requerimentos, Cattani pede acesso aos estudos técnicos que embasaram as alterações na região e aos critérios usados pelos órgãos responsáveis. Ele também quer saber quais impactos sociais e de mobilidade foram avaliados antes da execução da obra.
Entre as alternativas mencionadas pelo deputado estão rotatórias, viadutos, passagens ou outras soluções que permitam restabelecer a integração do bairro. Os pedidos têm os números 380/2026, 381/2026, 383/2026, 385/2026 e 386/2026.
O caso mostra como uma obra de infraestrutura pode gerar custo social quando não leva em conta a circulação interna de bairros cortados por rodovias. Para os moradores, o impacto é direto: mais tempo perdido, mais gasto com combustível e dificuldade para acessar serviços básicos. Para comerciantes e entregadores, a conta sobe e a eficiência das operações cai, o que pressiona preços e reduz margem. Situações assim exigem solução técnica rápida, porque o prejuízo diário recai sobre a população antes de qualquer ganho prometido pela obra.
RODAPE:
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.

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