A defesa do deputado estadual Faissal Calil (PL) reagiu nesta segunda-feira, 8, à Operação Gemini, da Polícia Federal, e afirmou que a busca e apreensão não encontrou indícios de vantagem indevida, ocultação de patrimônio ou lavagem de dinheiro.
Segundo o advogado Roger Fernandes, os elementos citados na decisão judicial se referem à atividade profissional do parlamentar e a relações antigas com o desembargador afastado Dirceu dos Santos.
Faissal trabalhou no gabinete de Dirceu entre 2017 e 2018, antes de assumir mandato na Assembleia Legislativa. A PF também investiga o advogado Bruno Oliveira Castro.
De acordo com a apuração, o caso começou a partir de dados extraídos de celulares, relatórios de inteligência financeira e informações compartilhadas com o Conselho Nacional de Justiça. Os investigadores apontam que Faissal seria o “braço direito” do magistrado no suposto esquema.
A defesa rejeita essa leitura e afirma que a investigação está em fase preliminar, sem denúncia, condenação ou reconhecimento de crime. Também sustenta que tudo será submetido ao contraditório e à ampla defesa.
Outro ponto destacado pelos advogados é que, durante o cumprimento do mandado na residência do deputado, apenas o celular pessoal foi apreendido. A defesa diz que imagens de joias, armas e outros objetos divulgadas na imprensa não pertencem ao parlamentar nem foram retiradas de sua casa.
Os investigados podem responder por corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. A PF estima que o esquema tenha movimentado R$ 3,2 milhões.
RODAPE:
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
O caso amplia a pressão sobre a relação entre política e estruturas do Judiciário, um tema que tende a ter forte efeito reputacional. Para o cidadão, a apuração interessa menos pelo desgaste institucional e mais pelo risco de práticas que distorcem a prestação de serviços públicos e a confiança nas decisões. Se as suspeitas avançarem, o impacto pode ir além da esfera criminal e contaminar a agenda legislativa. Em investigações desse tipo, a velocidade da resposta e a solidez das provas pesam mais que a disputa de narrativa.

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