Carlo Ancelotti, treinador da seleção brasileira de futebol, completou 67 anos durante a concentração da equipe para a Copa do Mundo 2026, nos Estados Unidos. Esta é a primeira vez que Ancelotti participa do torneio como técnico principal.
Antes deste momento, Ancelotti esteve presente em uma Copa do Mundo em outra função, atuando como auxiliar técnico da seleção italiana em 1994, quando o time europeu chegou à final e foi derrotado pelo Brasil. Naquela ocasião, o treinador já havia encerrado sua carreira como jogador.
Desde que assumiu a Seleção Brasileira, o técnico tem dividido seu tempo entre Vancouver, no Canadá, onde mora com sua esposa, e a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele aproveita a proximidade com o mar, mesmo com a rotina intensa, fazendo caminhadas discretas pela orla.
A gastronomia é um dos interesses pessoais de Ancelotti, que gosta de cozinhar para familiares e amigos quando o tempo permite. No Brasil, ele frequenta churrascarias e restaurantes italianos, com preferência pela polenta. Ele observa que as massas brasileiras costumam ser mais cozidas do que o costume italiano, preferindo a textura “al dente”.
Durante treinamentos da seleção, Ancelotti já foi visto utilizando um aparelho que aquece o cigarro sem que ele chegue a queimar, além de mascar chicletes para driblar o vício.
Para se comunicar melhor na equipe e com a imprensa, o técnico realizou aulas intensivas de português ao longo de 2025 e 2026. O aprendizado foi facilitado pela semelhança com o espanhol, idioma que já domina, além de italiano, inglês e francês.
Ancelotti cresceu em uma família rural em Reggiolo, no norte da Itália, experiência que ele relaciona a valores como disciplina e paciência. No comando da Seleção Brasileira desde 2025, ele coleciona sete vitórias, dois empates e três derrotas em 12 jogos. Seu filho, Davide Ancelotti, atua como seu principal auxiliar técnico e fará a transição para dirigir o Lille, da França, após a Copa do Mundo.
Ancelotti traz para a seleção brasileira uma sólida bagagem internacional que inclui sucesso em diversas ligas europeias e experiência direta em Copas do Mundo, ainda que não como treinador principal na edição anterior. Sua capacidade de adaptação linguística e cultural, evidenciada pela dedicação ao aprendizado do português, reforça sua abordagem profissional para integrar-se ao ambiente brasileiro.
A coexistência entre vida pessoal e profissional também é destacada pela rotina dividida entre Canadá e Brasil, o que demonstra o esforço do treinador em manter equilíbrio enquanto lidera a seleção no maior torneio do futebol mundial. A presença do filho na comissão técnica aponta para uma continuidade familiar no comando técnico da seleção após o Mundial.
Fonte original: GE

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