Jayme Campos acusa manobra na federação e diz que decisão sobre candidatura em MT ainda não está fechada

A disputa interna na União Progressista em Mato Grosso ganhou novo capítulo nesta segunda-feira, 02, após o senador Jayme Campos reagir à formação do diretório executivo estadual protocolado na Justiça Eleitoral. Ele viu na composição uma tentativa de fortalecer o grupo ligado ao ex-governador Mauro Mendes e, ao mesmo tempo, esvaziar sua pré-candidatura ao governo.

Em entrevista ao programa Resumo do Dia, da TV Cuiabá, o senador elevou o tom e classificou a articulação como “jogo sujo, porco, rasteiro e sem ética”. Segundo ele, os nomes foram definidos sem consulta às lideranças locais, o que, na avaliação dele, distorce a construção política dentro da federação.

Pela chapa apresentada, Mauro Mendes aparece na presidência do diretório estadual, com o ex-senador Cidinho Santos como vice. Também foram incluídos nomes como Margareth Buzetti, Fábio Garcia, Dilmar Dal Bosco e Aécio Rodrigues, além do próprio Jayme Campos.

A relação de suplentes também gerou incômodo no grupo do senador. Entre os nomes listados estão Júlio Campos, Virginia Mendes, Wener Santos e Eusébio Diniz. Jayme afirmou que lideranças históricas do campo político não foram ouvidas na montagem da estrutura.

O senador disse que o processo ainda não terminou e que a definição sobre candidaturas passa obrigatoriamente pelas convenções do União Brasil e do Progressistas. Depois disso, a decisão seguiria para a federação estadual e, por fim, para a direção nacional, responsável pela homologação.

Jayme reconheceu que Mauro Mendes tem maioria interna em Mato Grosso, mas sustenta que ainda haverá votos contrários, inclusive os dele e o de Dilmar Dal Bosco. Para ele, a instância nacional terá a palavra final na disputa, o que mantém aberta a briga pelo comando político da aliança no Estado.

Na prática, o embate expõe a tensão dentro de uma federação que tenta organizar seu espaço para 2026, mas já enfrenta divergências públicas. Para o eleitor, isso pode significar atraso na definição de alianças e maior fragmentação entre grupos que disputam o mesmo campo político em Mato Grosso.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A disputa interna mostra que a montagem das chapas em 2026 ainda está longe de ser pacificada em Mato Grosso. Quando lideranças brigam pelo controle da federação, o efeito prático é incerteza sobre alianças e sobre quem realmente terá estrutura para competir. Esse tipo de racha tende a consumir energia política que poderia estar sendo usada para construir base eleitoral e agenda pública. Para o cidadão, o impacto é ver a política se organizar mais por disputas internas do que por propostas.

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