A médica e pré-candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), elevou o tom ao comentar a entrada de Emanuel Pinheiro na disputa estadual. Para ela, a movimentação do ex-prefeito de Cuiabá pode estar ligada ao fortalecimento da campanha de reeleição do deputado federal Emanuelzinho (PSD) em 2026.
A avaliação foi dada em entrevista ao site Veja Bem MT, nesta sexta-feira (3). Natasha afirmou que a colocação do nome de Emanuel no páreo apareceu de forma inesperada, enquanto sua própria pré-campanha já vinha sendo construída há mais tempo.
Segundo a médica, uma candidatura ao governo não nasce de iniciativa individual, mas de articulação política e construção coletiva. Na leitura dela, esse processo não teria ocorrido no caso do ex-prefeito, o que enfraquece a consistência da movimentação dentro do PSD.
Natasha também fez questão de afastar a ideia de disputa interna pelo controle da vaga ao Palácio Paiaguás. Ela declarou confiar no compromisso do senador Carlos Fávaro, presidente estadual da legenda, além do apoio da Federação Brasil da Esperança e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A pré-candidata disse ainda que não enxerga risco de recuo ou troca de nome no arranjo político que sustenta sua postulação. Para ela, sua indicação já está consolidada no partido, o que reduziria espaço para uma disputa direta com Emanuel Pinheiro.
Na prática, a fala expõe a tensão em torno da montagem de alianças para 2026 e mostra que o PSD ainda precisa administrar sinais contraditórios em Mato Grosso. Para o eleitor, o cenário indica que a definição da cabeça de chapa pode influenciar acordos, palanques e o equilíbrio entre grupos que disputam espaço no partido.
RODAPE:
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A fala de Natasha tenta enquadrar o movimento de Emanuel Pinheiro como parte de uma estratégia eleitoral mais ampla, e isso tem peso na costura política de 2026. Quando uma pré-candidatura surge sem apoio orgânico claro, o sinal para os partidos é de instabilidade na formação de alianças. Para o eleitor, esse tipo de disputa costuma antecipar rearranjos que afetam tempo de TV, palanques e a força de campanha. Também revela que o PSD ainda trabalha para evitar ruídos públicos em torno da sucessão estadual.

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