Matheus Cunha comenta duelo com Haaland e esquiva-se do favoritismo brasileiro

Após treinamento da seleção brasileira na sexta-feira, Matheus Cunha concedeu entrevista abordando o confronto de oitavas de final da Copa do Mundo contra a Noruega. O atacante ressaltou o respeito que possui pelo adversário Erling Haaland, com quem tem se enfrentado frequentemente nos campeonatos ingleses.

Cunha explicou que acompanha Haaland desde os tempos em que o norueguês atuava no Borussia Dortmund, além dos recentes encontros na Premier League entre Manchester United e Manchester City. O jogador destacou a qualidade do rival e a necessidade de atenção não só a ele, mas a todo o setor ofensivo da Noruega.

Questionado sobre o status de favorito atribuído à seleção brasileira, Cunha evitou comentar, afirmando que esse tipo de conversa não contribui para o desempenho em campo. Ele também falou sobre as possíveis mudanças na escalação devido à ausência de Paquetá, citando que nomes como Gabriel Martinelli e Danilo Santos podem ser opções para ocupar o meio-campo.

Matheus Cunha destacou sua função dentro do esquema tático de Ancelotti, afirmando que pode atuar como centroavante ou recuado, contribuindo para a criação de jogadas. O atacante comentou que a comissão técnica costuma adaptar as funções dos jogadores conforme as características dos adversários.

Brasil e Noruega se enfrentam no domingo, às 17h, no Estádio MetLife, em Nova Jersey. A equipe vencedora desse confronto terá pela frente México ou Inglaterra nas quartas de final, em duelo marcado para Miami no dia 11 de julho. Até o momento, Cunha soma três gols na competição e tem sido titular desde o segundo jogo da fase de grupos.


Comentário do Bastidor:

Matheus Cunha demonstra consciência tática e respeito ao adversário ao destacar o potencial ofensivo da Noruega e o impacto de Haaland. A abordagem cautelosa reforça a ideia de que jogos em mata-mata exigem foco coletivo e adaptações constantes, como sugerido pelas variações no meio-campo.

Evitar o debate sobre favoritismo ajuda a manter o equilíbrio emocional do grupo em partidas decisivas. Afinal, a dinâmica dentro de campo é marcada por estratégias e execução, e não por expectativas externas. A postura de Cunha pode ser vista como um esforço para preservar a concentração da equipe antes de um confronto importante na Copa.


Fonte original: GE

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