O confronto entre Brasil e Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 trará um reencontro entre o técnico Carlo Ancelotti e o atacante Erling Haaland, atual destaque do futebol mundial. O comandante italiano já enfrentou o norueguês em oito partidas durante sua carreira no futebol europeu, entre Real Madrid e Napoli, contra City e Red Bull Salzburg, respectivamente.
Nesses embates, Ancelotti conquistou duas vitórias, quatro empates e sofreu duas derrotas. Em todas as ocasiões, o treinador aplicou uma estratégia que vai além da marcação individual, priorizando o trabalho coletivo e a limitação dos espaços para o rival, conforme destacado em partidas chave como as semifinais e quartas de final da Liga dos Campeões.
Uma das táticas centrais consistia na marcação física rígida a Haaland, muitas vezes entregando esta tarefa ao zagueiro Antonio Rüdiger. O defensor alemão foi peça fundamental para anular as jogadas do atacante, sempre contando com proteção e cobertura dos companheiros. Esse sistema restringiu as oportunidades de finalização do norueguês em jogos importantes, como os da temporada 2023 e 2024.
Apesar da atenção exclusiva à limitação de Haaland, Ancelotti sempre ressaltou que o foco era conter a força ofensiva do time como um todo, evitando dar liberdade para outros jogadores do Manchester City criarem jogadas. A imprensa inglesa chegou a elogiar essa abordagem, que conseguiu equilibrar as partidas mesmo diante do adversário considerado muito forte.
Contudo, houve momentos em que essa estratégia não foi suficiente para frear o atacante. Em um dos confrontos mais recentes, embora o Real Madrid tenha garantido vaga na Liga dos Campeões, Haaland marcou dois gols e comprovou as dificuldades para mantê-lo inofensivo. Ainda assim, o técnico manteve a postura de defender o coletivo.
A metodologia adotada por Ancelotti, focada na defesa coletiva aliada a duelos físicos pontuais, poderá ser observada novamente no embate entre Brasil e Noruega, na busca por neutralizar o impacto ofensivo do jogador destaque do adversário.
A experiência de Carlo Ancelotti frente a Haaland oferece um panorama interessante para o duelo das oitavas da Copa do Mundo. Sua insistência no esquema coletivo e na marcação física revela uma preocupação em controlar o jogo de forma sólida, em vez de se concentrar exclusivamente no craque adversário. Essa filosofia demonstra uma leitura estratégica sobre os riscos de dar espaços a outros jogadores que acompanham Haaland.
Por outro lado, os momentos em que Haaland conseguiu furar essa rede de marcação mostram que, apesar de eficaz, a tática tem limites e depende muito do desempenho conjunto dos jogadores. O reencontro coloca em evidência a importância da adaptação e do preparo coletivo para enfrentar um atacante de alto nível dentro da dinâmica de uma seleção nacional, em um cenário de Copa do Mundo.
Fonte original: GE

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