O prefeito Abilio Brunini (PL) decidiu retirar de Reginaldo Teixeira a responsabilidade pela Secretaria de Obras, mantendo o auxiliar apenas no comando da Educação. A mudança foi anunciada nesta quinta-feira (09) e ainda não teve o substituto da infraestrutura revelado.
Reginaldo acumulava as duas pastas desde abril, quando Amauri Monge deixou a administração. Nos bastidores, a avaliação passou a ser de que Obras e Educação exigiam dedicação integral, o que levou à redistribuição das funções.
A decisão também sinaliza uma tentativa de reorganizar áreas sensíveis da prefeitura. A Educação continua no centro das atenções após a gestão municipal apontar possíveis irregularidades na compra de material didático na administração anterior.
Esse caso já gerou apuração dentro do Executivo e também chamou a atenção do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O tribunal informou que também vai examinar contratos do período em que Amauri esteve na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Na prática, a troca no comando de Obras pode afetar o ritmo de decisões sobre intervenções e manutenção da estrutura urbana. Já na Educação, a permanência de Reginaldo indica que a prefeitura quer reforçar o controle interno sobre despesas, compras e digitalização de processos.
Para o cidadão, o desdobramento interessa porque envolve duas áreas de impacto direto no dia a dia: obras públicas e escola. A definição do novo titular da infraestrutura deve indicar se a gestão pretende acelerar projetos ou corrigir gargalos administrativos.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A troca mostra que a prefeitura tenta reduzir riscos administrativos em duas áreas que consomem muito orçamento e geram pressão política. Na prática, mudanças em Obras podem atrasar ou acelerar serviços que afetam mobilidade, drenagem e manutenção urbana. Já na Educação, o foco em controle financeiro e compras tende a influenciar diretamente a eficiência do gasto público. Quando a gestão reorganiza secretarias grandes, o efeito costuma aparecer no ritmo das entregas e na confiança sobre o uso do dinheiro.

Faça um comentário