Blairo pede espaço para Jayme na disputa do União Brasil por MT

A disputa interna do União Brasil em Mato Grosso ganhou novo capítulo após declaração do ex-ministro da Agricultura e ex-governador Blairo Maggi. Sem entrar na briga entre aliados de Mauro Mendes e o grupo que defende candidatura própria, ele afirmou que Jayme Campos precisa ser ouvido antes de qualquer definição sobre o projeto ao Palácio Paiaguás.

Hoje, a articulação do governador Mauro Mendes no partido trabalha para sustentar a reeleição do vice-governador Otaviano Pivetta, do Republicanos. Ao mesmo tempo, uma ala do União Brasil pressiona por um nome da própria sigla, com Jayme como principal aposta. O senador já avisou que não pretende recuar.

A manifestação de Blairo ocorreu nesta sexta-feira (3), durante sessão especial na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em homenagem aos 50 anos da Lei Federal nº 6.346/1976, de autoria do ex-senador Vicente Emílio Vuolo. O ex-governador evitou tomar partido, mas reforçou o histórico político de Jayme, citando passagens como prefeito, governador e duas vezes senador.

Na avaliação de Blairo, o debate interno precisa ser conduzido de forma aberta e sem atropelo. Ele defendeu uma reunião clara dentro da legenda, com espaço para que Jayme coloque sua posição e, se houver resistência, que a decisão seja levada ao voto entre os filiados ou lideranças com peso na disputa.

Do lado de Jayme, o discurso segue de enfrentamento. Em vídeo fixado no Instagram, o senador diz que não abre mão da pré-candidatura e rejeita qualquer pressão para desistir. Na gravação, ele afirma que não aceita imposições e que seguirá levando sua proposta aos eleitores.

A fala amplia a tensão dentro do União Brasil e expõe uma divisão que pode afetar a montagem das alianças para a eleição de outubro. Para o eleitor, a disputa vai além de nomes: define qual grupo terá controle da chapa majoritária e quais interesses vão orientar o projeto político da sigla em Mato Grosso.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A reação de Blairo mostra que o União Brasil ainda tenta evitar uma ruptura aberta, mas a disputa já virou teste de força entre lideranças com peso real no Estado. Quando um partido não acomoda suas principais figuras, o custo político aparece na campanha, na formação de alianças e na capacidade de transferir votos. Para o eleitor, a indefinição pode antecipar um cenário de fragmentação e disputa interna prolongada, com impacto direto na estratégia para 2026.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*