O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (9) e atingiu o menor patamar em três semanas, em um pregão marcado pela melhora do apetite global por risco. A Bolsa brasileira também reagiu positivamente, enquanto o petróleo perdeu força no mercado internacional.
A moeda americana terminou vendida a R$ 5,123, com baixa de 0,5%, no menor fechamento desde 17 de junho. Em 2026, o dólar acumula desvalorização de 6,65%, movimento que tende a aliviar, ao menos parcialmente, pressões sobre preços ligados a importados e combustíveis.
No dia, a cotação oscilou entre R$ 5,156 e R$ 5,1129. Mesmo com o feriado em São Paulo, o câmbio operou normalmente, ainda que com volume menor de negócios. No exterior, o dólar também perdeu fôlego frente ao euro, ao iene e a moedas emergentes.
O índice DXY, que compara a moeda dos Estados Unidos com uma cesta de divisas fortes, caiu 0,08%, para 100,940 pontos. A leitura do mercado é de que as tensões entre Estados Unidos e Irã seguem no radar, mas com menor expectativa de um impacto prolongado sobre a economia global.
Na Bolsa de Valores, o Ibovespa subiu 1,22% e encerrou o pregão aos 172.742,12 pontos, interrompendo três sessões seguidas de queda. O avanço acompanhou o desempenho das bolsas americanas e ajudou a reduzir os prêmios de risco, com efeito também sobre a curva de juros no Brasil.
O petróleo devolveu parte dos ganhos recentes após ter alcançado o maior nível em duas semanas na véspera. O Brent caiu 2,2%, para US$ 76,30 o barril, e o WTI recuou 2%, para US$ 72,08, mesmo com a continuidade dos confrontos e as dificuldades no Estreito de Ormuz.
A percepção de que pode haver retomada das negociações entre Washington e Teerã pesou sobre a commodity e diminuiu o receio de interrupção prolongada da oferta mundial. Para famílias e empresas, essa combinação pode aliviar custos de financiamento e reduzir pressão sobre cadeias que dependem de energia e logística.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A queda do dólar tende a reduzir parte da pressão sobre produtos importados e sobre itens que dependem de insumos externos, mas o efeito no varejo costuma demorar. Já a baixa do petróleo ajuda a conter custos de transporte e de produção, o que é relevante para alimentos e mercadorias em geral. Se o movimento se sustentar, pode haver algum alívio na inflação e menos espaço para repasses de preços. Para o consumidor, isso importa porque melhora a previsibilidade do orçamento e reduz o risco de alta mais forte no custo de vida.

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