Wanderley Cerqueira quer depor ao Gaeco após disputa acirrada na Câmara de Várzea Grande

O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), disse que quer ser ouvido pelo Gaeco o quanto antes para esclarecer a denúncia que envolve a eleição da Mesa Diretora. A apuração mira suspeitas de corrupção, extorsão, cárcere privado e tentativa de tomada do Executivo municipal.

Wanderley afirmou que aliados dele teriam sido pressionados até a reta final da disputa interna. Segundo o vereador, dois colegas que chegaram a declarar apoio a ele, Rogerinho Dakar e Jero Neto, acabaram mudando de posição.

Ele relatou ainda que levou o grupo para um local reservado para evitar interferências externas. De acordo com sua versão, oito dos 12 aliados ficaram hospedados na chácara do vereador Miguel, enquanto os demais iam e voltavam do espaço.

A declaração faz referência às acusações de que parlamentares teriam ficado em cárcere privado numa chácara de Várzea Grande antes da votação marcada para 14 de maio. Também há denúncia de que a chapa liderada por Wanderley estaria articulando uma ofensiva política contra a prefeita Flávia Moretti (PL).

O inquérito em curso reúne documentos, conversas de WhatsApp e gravações de encontros. O material está sendo analisado por uma força-tarefa montada pelo Gaeco, sob comando do promotor Adriano Roberto Alves.

Nesta semana, um vereador e uma vereadora já foram ouvidos pelo órgão. Wanderley disse estar tranquilo com a possibilidade de depor e afirmou que pretende esclarecer o que ocorreu na eleição.

Na disputa, ele venceu Lucas Chapéu do Sol (PL) por 12 a 11, mas o resultado foi depois suspenso pelo Supremo Tribunal Federal. A anulação foi determinada pelo ministro Dias Toffoli em ação apresentada pelo vereador Bruno Rios (PL), líder da prefeita na Câmara.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A disputa na Câmara de Várzea Grande deixou de ser apenas uma briga por comando interno e passou a ter peso institucional. Quando surgem suspeitas de coação, cárcere privado e articulação política paralela, a confiança no processo legislativo local fica abalada. Para o cidadão, isso significa mais instabilidade na relação entre Câmara e Prefeitura e risco de paralisia em decisões que afetam serviços públicos. A apuração do Gaeco tende a medir não só responsabilidades individuais, mas também o grau de contaminação da disputa política no município.

RODAPE:
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.

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