O setor de serviços registrou alta de 1,2% em abril na comparação com março, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE. Foi a primeira variação positiva após cinco meses de resultados fracos, mas o instituto avalia que ainda não é possível falar em mudança de tendência.
Na leitura anual, o segmento avançou 1,9% frente a abril de 2025. No acumulado de 12 meses, a expansão chegou a 2,9%, sinalizando recuperação moderada em atividades que vão de transporte e turismo a restaurantes, tecnologia da informação e serviços pessoais.
O principal impulso veio de transportes, armazenagem e correio, o grupo mais pesado da pesquisa, responsável por 36,4% do setor. Dentro dele, o transporte aéreo de passageiros cresceu 7% depois de dois meses seguidos de queda, quando acumulou perda de 16,6% entre fevereiro e março de 2026.
Segundo o IBGE, o desempenho foi favorecido pela redução nas passagens aéreas em abril. Em fevereiro e março, os preços subiram 18,4%, mas no mês seguinte houve queda de 14,45% nesse item do IPCA, o índice oficial de inflação. Na prática, isso ajuda a aliviar o custo de viagens para famílias e empresas.
O volume de transporte de passageiros também aumentou 2,6% em abril, enquanto o transporte de cargas recuou 0,9%. O dado mostra que a retomada do setor não foi uniforme e ainda depende de componentes sensíveis ao preço e à demanda.
Outro destaque foi o turismo. O índice de atividades turísticas subiu 4,1% no mês e acumula alta de 2,7% em 12 meses. O resultado deixa o segmento 11,2% acima do nível pré-pandemia, embora ainda esteja 2,2% abaixo do pico registrado em dezembro de 2024.
A pesquisa monitora 166 tipos de serviços em 17 unidades da federação. Para o consumidor, o quadro indica melhora pontual em áreas ligadas ao deslocamento e ao lazer, mas sem garantia de alívio contínuo no orçamento, já que parte relevante do setor segue dependente de preços, crédito e renda das famílias.
RODAPE:
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A alta dos serviços ajuda a sustentar emprego e renda em atividades muito intensivas em mão de obra, como turismo, transporte e alimentação. Para o consumidor, a leitura mais importante está no efeito sobre preços: quando passagens caem, parte da pressão no orçamento diminui, mas a volatilidade desse setor ainda dificulta planejamento. Como o segmento é amplo, a melhora não significa alívio generalizado no custo de vida. O desempenho também mostra que a economia segue sensível ao humor do consumo e à evolução da inflação.

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