A produção brasileira de grãos pode alcançar 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo o 9º Levantamento divulgado pela Conab nesta quinta-feira. Se o número se confirmar, será um novo recorde e representará avanço de 1,8% em relação ao ciclo anterior.
O resultado vem da combinação entre aumento da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, e clima favorável ao longo da temporada. A produtividade média nacional deve ficar em 4.295 quilos por hectare, de acordo com a estatal.
A soja aparece como principal motor da alta. A Conab estima colheita de 180,3 milhões de toneladas, volume 8,8 milhões superior ao da safra passada. O bom desempenho é atribuído à expansão de área, ao pacote tecnológico usado pelos produtores e às condições climáticas.
No milho, a projeção total chega a 140,5 milhões de toneladas somando as três safras. A primeira colheita está praticamente encerrada e deve render 29,3 milhões de toneladas, alta de 17,7% na comparação anual.
A segunda safra, que costuma ter peso decisivo na oferta do cereal, ainda está no início da colheita e pode chegar a 107,9 milhões de toneladas. Já a terceira safra está em fase de plantio e deve responder por 3,3 milhões de toneladas.
Nem todas as culturas, porém, acompanham esse ritmo. A produção de algodão em pluma deve cair para cerca de 4 milhões de toneladas, recuo de 2,5%, puxado pela redução da área semeada. O arroz também deve encolher, com estimativa de 11,1 milhões de toneladas, queda de 13,2%.
A Conab aponta ainda produção de 3 milhões de toneladas de feijão, leve baixa de 0,5%, e de 6,3 milhões de toneladas de trigo. Mesmo com as retrações em algumas culturas, a estatal afirma que o abastecimento do mercado interno está assegurado.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
O avanço da safra ajuda a segurar pressões de preços em alimentos e insumos usados pela indústria, o que interessa diretamente ao consumidor. Soja e milho em alta tendem a reforçar a oferta de ração, carnes e derivados, com efeito indireto sobre a inflação. Já as quedas em arroz, feijão e trigo exigem atenção porque esses itens pesam no orçamento das famílias e podem ter comportamento mais sensível no varejo. Para o campo e a logística, o resultado também indica mais atividade econômica, com reflexos sobre frete, armazenagem e exportações.

Faça um comentário