ALMT busca na CGE modelo para fortalecer apurações internas e dar mais segurança jurídica

A Corregedoria-Geral da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foi à Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT) em busca de referências para aprimorar sua atuação em processos correcionais. A agenda desta quarta-feira (11) serviu para conhecer rotinas, sistemas, fluxos de trabalho e ferramentas usadas pelo órgão de controle do Executivo.

A visita reuniu o corregedor-geral da Casa, Gabriel Machado dos Santos Costa, e os analistas Larissa Coelho, Valdilson Silva e Nelson de Carvalho Júnior. O grupo acompanhou a estrutura da CGE e os instrumentos aplicados na apuração de irregularidades e na condução de processos disciplinares no serviço público estadual.

O encontro ocorreu em um momento de atualização da legislação de Mato Grosso. A equipe da ALMT também foi apresentada às mudanças trazidas pela Lei Complementar nº 845/2026, publicada no dia 9, que alterou dispositivos da Lei Complementar nº 04/1990 sobre processos administrativos disciplinares de servidores estaduais.

Na prática, a nova norma busca reduzir zonas cinzentas que antes obrigavam as corregedorias a recorrer a referências de outros entes da federação. Segundo Gabriel Machado, a lei estadual passou a detalhar etapas que antes eram tratadas de forma genérica, o que tende a uniformizar procedimentos e dar mais respaldo às apurações.

Entre os pontos destacados estão o reforço às investigações preliminares e a formalização de práticas já adotadas, mas sem previsão expressa na legislação. Isso pode acelerar a tramitação interna e diminuir questionamentos sobre a validade dos atos praticados pelos órgãos correcionais.

A atualização também criou o instituto da ciência ficta, que permite considerar cientificado o servidor ou ex-servidor que, mesmo comunicado por canais oficiais cadastrados, não se manifesta. A lei ainda trouxe critérios mais objetivos para casos ligados a crimes graves e atuação em organizações criminosas, além de prever mecanismos consensuais para infrações de menor gravidade.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A aproximação entre ALMT e CGE mostra uma tentativa de padronizar e dar previsibilidade às apurações internas, algo que reduz risco de nulidades e encurta disputas administrativas. Para o cidadão, isso importa porque processos mais claros tendem a aumentar a confiança no controle sobre o funcionalismo público. A mudança também pode acelerar punições em casos graves e, ao mesmo tempo, evitar gasto excessivo de tempo e estrutura com infrações menores. No fim, o efeito prático esperado é uma máquina pública mais organizada e com menos espaço para interpretações contraditórias.

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