O ataque hacker ao sistema da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso acendeu alerta na Assembleia Legislativa. Nesta quarta-feira (3), o presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), classificou o episódio como grave e disse que a invasão revela fragilidade na proteção de dados do Executivo.
O deputado chamou atenção para o momento em que a ocorrência veio à tona, durante a instalação da CPI da Saúde. Segundo ele, cabe à comissão apurar se há relação entre os fatos, embora pessoalmente não veja conexão direta.
Russi afirmou que a preocupação vai além da pasta da Saúde. Para ele, se um sistema com dados sensíveis pode ser atingido, outras estruturas do Estado também ficam expostas, inclusive áreas como a Secretaria de Fazenda, com impacto potencial maior para a administração pública.
Na avaliação do parlamentar, o governo precisa adotar uma postura mais firme na proteção cibernética e ampliar os investimentos em tecnologia. Ele citou a MTI, empresa pública de TI do Estado, como peça importante para fortalecer a defesa dos sistemas oficiais.
Max Russi disse ainda que a Assembleia Legislativa adota uma organização própria para evitar perda de informações, com backups guardados fora de um único ambiente. A comparação foi usada para cobrar do Executivo uma estrutura semelhante, capaz de reduzir danos em caso de novos ataques.
O deputado também garantiu que a ausência de dados digitais não deve paralisar a investigação da CPI. Ainda assim, o episódio, segundo ele, expõe um risco que pode afetar o funcionamento de outras secretarias e comprometer serviços públicos essenciais.
A principal consequência prática, na visão do presidente da ALMT, é a ameaça ao cotidiano do cidadão mato-grossense. Se bancos de dados forem perdidos ou sequestrados, atendimentos, controles internos e decisões administrativas podem sofrer atrasos, com efeito direto sobre quem depende da máquina pública.
RODAPE:
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A fala de Max Russi coloca o foco em um ponto cada vez mais sensível da gestão pública: a dependência de sistemas digitais sem proteção suficiente. Quando uma secretaria estratégica sofre ataque, o risco não é só administrativo, mas também de interrupção de serviços e perda de dados que afetam o atendimento ao cidadão. O episódio reforça a necessidade de investimentos contínuos em backup, redundância e cibersegurança. Em tempos de digitalização acelerada, falhas nessa área podem sair muito caras para o Estado e para a população.

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