Mel Gibson trocou o elenco, mudou as datas e manteve a fé. O novo rosto de Cristo já está revelado. E a história promete ser maior do que a primeira.
Mel Gibson passou vinte anos carregando essa história. Vinte anos. Não é exagero, não é força de expressão. É literal. Desde que A Paixão de Cristo saiu em 2004 e virou um fenômeno mundial, ele já sabia que tinha mais a contar.
E agora ele volta. Com tudo diferente.
Jim Caviezel, aquele que para muitos ficou marcado para sempre como o rosto de Jesus, não está no novo filme. Monica Bellucci também não. O elenco inteiro foi trocado. E olha, eu entendo a reação das pessoas. A gente se apega. A gente quer o mesmo. Mas Gibson olhou para isso e disse: não, a história precisa de outra coisa agora.
O novo Jesus se chama Jaakko Ohtonen. Finlandês, pouco conhecido do grande público, vindo de séries como The Last Kingdom. E sabe o que me chama atenção? Que às vezes é exatamente o desconhecido que carrega a surpresa maior.
Cento e trinta e quatro dias de filmagem na Itália. Roma, Matera, Bari. Os mesmos estúdios Cinecittà onde o primeiro foi rodado. Orçamento entre duzentos e duzentos e cinquenta milhões de dólares. O maior projeto da carreira de Gibson como diretor.
Ele disse, numa nota oficial, que o filme é uma missão que carrega há mais de vinte anos. Que é a história mais importante já contada. Que colocou tudo o que tinha nisso.
Eu acredito nele.
Porque tem gente que faz filme para ganhar dinheiro. Tem gente que faz para ganhar prêmio. E tem gente que faz porque simplesmente não consegue não fazer.
Gibson é do terceiro tipo.
A Parte 1 chega em maio de 2027. A Parte 2 em maio de 2028. Datas escolhidas a dedo, coincidindo com o Dia da Ascensão no calendário cristão.
Não é coincidência. Nunca é, com ele.

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