Sinfra diz que trecho da MT-249 passou por manutenção, não por obra nova

A Secretaria de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso afirmou que a intervenção recente na MT-249 foi interpretada de forma equivocada após vídeo gravado pelo presidente do Tribunal de Contas, Sérgio Ricardo. Segundo a pasta, o trecho não recebeu obra nova, mas sim um serviço de manutenção e preservação do pavimento já existente.

O órgão diz que a rodovia foi implantada há cerca de duas décadas, no governo Blairo Maggi, e que suas características atuais, como largura da pista, plataforma e acostamentos, vêm do projeto original. Para a secretaria, esses elementos não foram alterados pela ação mais recente.

A Sinfra informou que o trabalho executado foi microrrevestimento asfáltico a frio, técnica usada para conservação preventiva. Na prática, trata-se de uma camada fina sobre o asfalto atual, voltada a melhorar a aderência, corrigir desgaste superficial, aumentar a impermeabilização e ampliar a vida útil da via.

A secretaria reforçou que esse tipo de intervenção não amplia pista, não cria acostamentos, não muda o traçado e não altera a geometria da rodovia. Com isso, atribuir à manutenção a ausência de acostamento seria, segundo a pasta, uma leitura técnica incorreta sobre o serviço realizado.

Outro ponto destacado é o peso logístico da MT-249 dentro do corredor formado também por MT-010, MT-160, MT-235 e MT-480. Esse conjunto integra um lote do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado, entregue à iniciativa privada para operação, conservação, manutenção e investimentos ao longo de 30 anos.

Na avaliação da Sinfra, a via tem papel estratégico no escoamento da produção agrícola e na integração regional. Para o cidadão e para o setor produtivo, isso significa que a manutenção da estrada afeta diretamente o transporte de cargas, o deslocamento diário e a segurança de quem trafega pelo trecho.

A pasta também afirmou que as condições atuais de trafegabilidade mostram a efetividade do serviço feito. A discussão sobre acostamentos, porém, segue ligada ao projeto original da rodovia, e não aos contratos recentes de conservação.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

O caso mostra como a diferença entre obra nova e manutenção pode virar disputa pública quando falta clareza sobre o que foi feito na estrada. Para o contribuinte, isso importa porque preservação de pavimento não resolve limitações estruturais como acostamento e largura da pista. Em uma rodovia com peso logístico, qualquer restrição física impacta segurança, tempo de viagem e custo do transporte. No fim, a discussão revela que conservar bem é necessário, mas não substitui investimento para corrigir gargalos antigos.

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