A movimentação pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou novo capítulo nesta terça-feira (2), após o vereador Dilemário Alencar (União) negar que tenha desistido de sua candidatura para apoiar a reeleição de Paula Calil (PL). Segundo ele, a informação circulou como boato e sua postulação continua de pé.
Dilemário afirmou que participou de uma reunião com a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) e integrantes do grupo político de Paula. O encontro, no entanto, teria servido apenas para discutir a emenda apresentada por Mário Nadaf (PV) à Lei Orgânica do Município.
A proposta prevê mudar a data da eleição da Mesa Diretora, hoje marcada para 25 de agosto, para 5 de novembro. Na avaliação do vereador, a conversa se limitou ao alinhamento de posições sobre essa alteração no calendário interno da Casa.
Ele reforçou que não houve qualquer acerto para retirada de candidatura. Dilemário disse que seguirá em articulação com outros vereadores até a data proposta, caso a mudança seja aprovada pelo plenário.
A disputa pela Mesa Diretora tem, além de Paula e Dilemário, o vereador Ilde Taques (Podemos). Para alterar o Regimento Interno, Paula precisa antes reunir 18 votos, já que hoje a regra não permite reeleição.
Ela afirma contar com 14 apoios para viabilizar a mudança, mas esse cenário ficou mais difícil com a posição de Baixinha Giraldelli, que passou a se declarar contrária à alteração. Também já se colocaram contra a proposta as vereadoras Maysa Leão (Republicanos) e Michely Alencar (União).
Na prática, o impasse mantém a disputa em aberto e prolonga a articulação política dentro da Câmara. O desfecho afeta diretamente a composição da Mesa e o comando do Legislativo municipal, tema que segue no centro da disputa entre os grupos envolvidos.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
O caso mostra que a disputa pela presidência da Câmara ainda está longe de se resolver e que a votação da mudança no regimento virou peça central da estratégia política. Se o adiamento avançar, o cálculo de votos pode mudar e reabrir negociações. Para o cidadão, o ponto sensível é que a definição do comando do Legislativo afeta a pauta da Casa e a relação entre os grupos que controlam as decisões internas.

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