Cuiabá mantém expediente na sexta após Corpus Christi e vai na contramão de outros órgãos

A Prefeitura de Cuiabá confirmou que não haverá emenda do feriado de Corpus Christi. Na prática, os servidores municipais trabalharão normalmente na sexta-feira, 5 de junho, apesar da pressão por ponto facultativo após o feriado de 4 de junho.

O prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que não vê razão para suspender o atendimento em um dia útil enquanto comércio e empresas seguem em atividade. A orientação da gestão é de manutenção dos serviços públicos, sem prolongar a folga dos servidores municipais.

Ao comentar a decisão, o prefeito também cobrou compromisso funcional e disse esperar que não haja aumento de atestados médicos no dia seguinte ao feriado. A fala mira a rotina interna da administração e antecipa possível desgaste entre a chefia do Executivo e parte do funcionalismo.

A medida coloca Cuiabá em posição diferente da adotada por outros órgãos e prefeituras de Mato Grosso. Em Várzea Grande, a administração municipal já definiu ponto facultativo na sexta-feira, assim como a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas do Estado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso e o Ministério Público.

Com isso, os servidores dessas instituições terão um feriado prolongado, enquanto a capital manterá o funcionamento regular. Para o cidadão, a diferença pesa sobretudo no acesso a serviços públicos, que continuarão disponíveis em Cuiabá no dia 5, mas ficarão suspensos em parte das repartições estaduais e municipais listadas.

O Governo de Mato Grosso ainda não informou se adotará ou não a mesma medida nas repartições estaduais. Até lá, a decisão da Prefeitura de Cuiabá segue como sinal de endurecimento na gestão do calendário de trabalho do funcionalismo.

Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.


Comentário do Bastidor:

A decisão de manter o expediente ajuda a evitar paralisação de serviços em um dia útil, o que reduz transtornos para quem depende da prefeitura. Por outro lado, a diferença de tratamento entre órgãos pode ampliar a confusão do cidadão sobre quais repartições estarão abertas. No plano político, o tema expõe a disputa entre discurso de eficiência administrativa e a tradicional flexibilização do calendário do funcionalismo. Para a população, o efeito mais concreto é na organização da rotina e no acesso ao atendimento público.

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