A bolsa brasileira encerrou a terça-feira (2) em alta e o dólar recuou, mesmo com a nova pressão comercial vinda dos Estados Unidos. O Ibovespa subiu 1,16%, para 174.197 pontos, enquanto a moeda americana caiu 0,24% e fechou a R$ 5,009.
O movimento chamou atenção porque ocorreu após o Escritório do Representante Comercial dos EUA propor tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. A medida faz parte de uma investigação sobre supostas práticas comerciais desleais atribuídas ao Brasil.
Ainda assim, o mercado deu mais peso ao ambiente internacional favorável ao risco e deixou o tema comercial em segundo plano. Na prática, isso ajudou a sustentar os ativos brasileiros e reduziu a pressão sobre o câmbio.
Depois de cinco pregões seguidos de queda, o Ibovespa voltou a subir com apoio principalmente de bancos e mineradoras. No acumulado da semana, a bolsa tem ganho de 0,24%, e em 2026 a valorização já chega a 8,11%.
No câmbio, o dólar acompanhou o enfraquecimento global da moeda americana frente a divisas de países emergentes. A cotação oscilou entre R$ 5,0003 e R$ 5,0245, mas terminou o dia perto da estabilidade.
No ano, a moeda dos Estados Unidos acumula queda superior a 8% diante do real. Entre os fatores que ajudam a explicar esse desempenho estão o fluxo de recursos para a bolsa brasileira e os juros altos no país em relação a outras economias.
O noticiário político também permaneceu no radar dos investidores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que as negociações com Washington sejam conduzidas pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A queda do dólar abaixo de R$ 5,10 ajuda a aliviar a pressão sobre importados, combustíveis e insumos usados pela indústria, o que pode conter parte da inflação.
Se a tensão comercial com os EUA avançar, porém, setores exportadores podem enfrentar mais custos e perda de competitividade.
Para famílias e empresas, a combinação de câmbio mais firme e juros altos segue favorecendo aplicações em reais, mas encarece crédito e financiamento.
O risco agora está na duração desse ambiente: se houver piora no comércio externo, o efeito positivo no bolso pode ser menor.

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