O Tribunal de Contas de Mato Grosso voltou a pressionar por uma intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande, após a constatação de irregularidades nas contas de 2023. O conselheiro Antonio Joaquim reenviou ofícios ao Ministério Público Estadual e ao governador Otaviano Pivetta pedindo providências sobre o caso.
A nova manifestação retoma decisão já tomada em novembro de 2025, quando o plenário do TCE determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público e ao Governo do Estado. A medida pode abrir caminho para uma ação judicial, condição necessária para que a intervenção seja efetivada no DAE/VG.
As contas analisadas são do exercício de 2023, período da gestão do ex-prefeito Kalil Baracat, do MDB. Na avaliação do Tribunal, o órgão acumulava uma dívida de R$ 316 milhões, dado que reforçou o alerta sobre a situação financeira da autarquia responsável pelo abastecimento de água e esgoto no município.
Nos ofícios, Antonio Joaquim pediu que o MP avalie o ajuizamento de ação voltada à intervenção. Na prática, a movimentação sinaliza que o TCE considera esgotadas as tentativas de correção interna e quer uma resposta institucional mais dura para o problema.
Se a intervenção avançar, a estrutura política que historicamente influencia o DAE pode ser desfeita. O órgão é apontado como peça central de uma dinâmica que se sustenta sobre a falta de água em Várzea Grande, tema sensível para a população que convive com abastecimento precário.
A disputa em torno do departamento também ganhou peso político recentemente. O caso passou a envolver a prefeita Flávia Moretti, do PL, e o ex-vice-prefeito Tião da Zaeli, também do partido, que foi descrito como alguém com forte influência sobre a autarquia.
Reportagem produzida pelo Bastidor MT com base em informações publicamente divulgadas pela fonte original.
A reiteração do TCE mostra que a crise no DAE de Várzea Grande deixou de ser apenas administrativa e passou a ter peso institucional. Para o morador, isso importa porque a falta de água afeta rotina, higiene e gasto extra com armazenamento e soluções improvisadas. Se a intervenção avançar, a tendência é de confronto político e pressão por mudanças na gestão do serviço. O ponto central é que a fragilidade do abastecimento também vira custo econômico e social para a cidade.

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